Tenho pensado muito no que me disse a Ju em sua visita recente.
"Gabriel, pelo que vejo em suas postagens, você está em um momento de muita reflexão interna".
Sim isso é um fato. Eu frequento um centro espírita e muito estudo sobre o assunto. No desenrrolar dos estudos, tenho visto situações pelas quais eu passei e vi, muito além disso, as reações quase que sempre negativas que tive referente às mesmas.
Com a mudança interna que tenho tido, somado ao grande aprendizado, eu chego às minhas próprias conclusões, as quais acabo por compartilhar aqui.
Porém existe uma que tem sido muito difícil, ou na verdade sempre foi para mim, de ser questionada ou revista: o perdão.
Minha característica até alguns anos atrás, ou mais que alguns anos, algo em torno de 4 ou 5, sempre foi de uma pessoa vingativa e rancorosa. E como todo mal que nasce em nós, sempre é complicado mudar uma situação de muitos e muitos anos. Cultivei esse tipo de sentimento desde minha adolescência, pois eu era alguém tão bondoso que fui interpretado como completo otário, e muito fui pisado. Como na época eu não tinha conhecimento ou qualquer embasamento para saber que eu não precisaria mudar aquilo, que a opinião dos outros nada importava, acabei cedendo à um dos grandes males da nossa humanidade.
Atualmente luto contra um turbilhão de sentimentos complexos, resultantes de um processo longo que já foi baseado em amor. Entendendo isso, eu vejo que a fórmula está defronte à minha face, só não estou tendo habilidade suficiente para resolvê-la, pois o resultado sempre sempre meus queridos milhões de leitores, precisa terminar em amor.
Um dos maiores impeditivos tem sido o ego, que atira como um louco contra mim. A idéia que esse ego tenta passar é que fui uma vítima, quando não, eu fui um abençoado. Sofrer em uma situação difícil é uma escolha minha ou sua, mas aprender é uma necessidade. E eu entendo tudo o que passei como um grande aprendizado, principalmente no sentido do perdão, muito embora ainda não tenha conseguido perdoar em uma totalidade.
Dizer que perdoamos alguém por alguma falta é uma coisa muito fácil, pois a voz soa e flui com tranquilidade, porém estar certo disso internamente é a maior questão. Não adianta eu virar para alguém e dizer "eu te perdoo" quando o coração ainda está carregado de dor e angústia, ou até mesmo de revolta. Em termos gerais eu posso dizer que perdoei, mas ainda resta um fio de dúvida que tem cobrado minha consciência quase que diariamente, porque é conseguindo fazer essa mudança em totalidade que seguirei ainda mais tranquilo minha vida.
Uma analogia que tenho usado para tentar me desvencilhar deste resto de dúvida, tem sido algo que sempre comentamos no centro espirita que frequento: "Você tem um filho, que foi morto por um atirador qualquer, que depois do ato se arrependeu profundamente, mas que porém a justiça dos homens o condenou à morte." Para você "vítima", o atirador deve sim morrer, porque você perdeu seu filho no ato de ira e irresponsabilidade daquele que estava perdido. Agora mudemos a posição: "Você tem um filho atirador, que matou o filho de outras pessoas, mas que você, o conhecendo e sabendo da educação e do carinho que lhe foi dado, acredita piamente no quanto arrependido ele está, e se sente muito mal em saber que seu filho será julgado à morte". O campo de visão muda completamente, pois por mais mal que alguém possa ter feito à outro, jamais nos cabe julgá-lo. Jamais vamos querer mal alguém que amamos, porém nos damos ao direito de sermos os inquisidores daquele que fez o mal, sendo que não temos embasamento qualquer para julgarmos, pois hoje somos a vítima, amanhã o atirador.
Errar é um fato muito humano, porém perdoar é divino. Se hoje estamos aguardando conseguir perdoar alguém que muito mal nos fez, amanhã seremos nós a fazer a súplica do perdão, pois por mais aprendizado que tenhamos, nem sempre teremos a capacidade de analisar tudo com tranquilidade e tomar sempre a atitude mais certa e mais justa com os outros.
Então quando por algum motivo se sentirem prejudicados pelo "mal" que alguém lhe fizer sempre lembre que é preciso praticar o bem, no limite de nossas forças, pois cada um responderá pelo mal que tiver ocorrido por causa do bem que deixou de fazer.
Uma ótima semana à todos.
Músicaaaaa de uma banda que tenho escutado bastantinho ultimamente.
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