Somos tão pequenos quando relacionados ao mundo não é? E ao universo. Esse feriado me serviu de um aprendizado gigantesco. A vida vai muito além do que eu mesmo imaginava, e olhe que eu via muita continuidade nela.
Um dia nascemos e somos amados na maior profundidade por nossos pais. Crescemos, nos revoltamos com aqueles que tanto amor nos deram, e por fim, lá pelos 20 e poucos anos (é uma média, tem gente que é antes, tem gente que é muito depois), a gente cai por terra que a adolescência é uma fase maluca da nossa vida, e que eles são nossa maior estrutura. Nesse passo, nos livrar do titulo de que pais são nossos heróis é difícil, mas é necessário. Precisamos enxergá-los como pessoas que nos amam ilimitadamente, mas com erros, como todos nós, seres imperfeitos, mas que na maior parte das vezes agem por puro instinto, um instinto lindo chamado amor.
À medida que crescemos aprendemos a amar nossos amigos, parentes, e por fim entramos nos primeiros amores pessoais. Namoro, que coisa linda.
Ter a primeira pessoa à quem dedicar segundos, minutos, horas, dias, meses ou até anos é uma coisa maravilhosa. Parece que conhecemos a pessoa na forma mais linda dela. Surgem as juras, as promessas de um futuro de muito amor. Com o tempo começamos a cair por terra e entender que como nossos pais, nossos amados não são heróis. Eles erram, às vezes por amor, às vezes por egoísmo, às vezes por não querer ceder, ou simplesmente porque precisam passar um rótulo à sociedade. E os erros se tornam de maior ou menor importância de acordo com nossas características. Saber perdoar quando eles aparecem é muito importante. Saber compreendê-los também. Saber superá-los é uma tarefa árdua que requer muito, mas muito amor. E aqui começa a minha história.
Passados vários anos atrás conheci alguém que não era meu primeiro amor, mas que aos meus olhos era alguém pra ficar. Alguém que fazia o tempo parar no abraço, fazia a brisa doce e suave ao beijar, me encontrar no nirvana mais completo que existe quando me entregava em meio à lençóis e travesseiros, ou apenas a olhava como a mais bela obra de arte, sempre admirado.
O tempo foi passando e fui colocado à frente de uma nova realidade: nem tudo eram flores. Para um iniciante em relacionamentos longos aquilo foi muito difícil. Me perdi quase que completamente por não entender como o vinho se tornara água. Mas como dizem, o tempo é o senhor de tudo e fui aprendendo, da minha forma, mas fui entendendo como funcionava: tenho erros, ela também. Eu me perco, ela também. Por um bom tempo dediquei um respeito e um amor que nem eu mesmo era capaz de medir. As coisas foram decaindo e os primeiros sinais de rompimento eram evidentes. Erros absurdos de ambos os lados foram minando o sentimento. Cronológicamente, seguiu a ordem que os fatores da soma resultavam: términos.
Ressentimentos, indas e vindas, verdades, mentiras... Muita coisa foi colocada ao vento para ver de que lado se deveria seguir. Por A+B eu entendi que aquilo tudo se resumia em uma única coisa: amor de verdade, porque por maior que fosse a luta, a briga, ou a dificuldade de um lado ou de outro sempre acabávamos juntos. Um resumo disso tudo seria medo, medo de se entregar à alguem que já errou, mas que hipocrisia não? Quem não erra? Oi imperfeição!
Quando tudo parecia perdido, relacionamento indo pra mais um término gigantesco, eu resolvi me encontrar realmente como um ser humano. Comecei a frequentar com regularidade um centro espírita perto de casa, para aprender mais, sedento. Aprendi que tudo na vida é assim, cheio de altos e baixos, e o que é mais importante é se nos mantemos suficientemente firmes nos baixos, e se a causa desses momentos menos favorecedores seria uma simples reação de algo que já cultivamos ou simplesmente um aprendizado. Passei pelo inferno do término, de um término que eu nem acreditava que tinha volta. Em uma tentativa de reaproximação, sofri muito com os atos dela, que foram agressivos da forma mais dolorosa da palavra. Fui humilhado e exposto à muita coisa que fere nosso ego, mas à essa altura do campeonato eu já estava aprendendo que ele não poderia ser tão grande. Sofri sem relutar, aprendi muito com aquilo, e voltei à estaca zero.
Estava naquele momento sem relacionamento, sem amigos, sem pra onde ir e o que fazer. Eu não sabia o que era começo e o que era fim. Tentei permanecer em uma cidade que não me fazia bem, cultivei novas amizades que foram reais lições de vida, e claro cheias de muito riso e situações inusitadas.
Muito tempo se passou, e me vi em uma situação complicadíssima. Meu financeiro ia de mal a pior, meu trabalho idem, meus amigos e minha família eram os pilares mais fortes em que podia me sustentar. Meu pai faleceu, o que eu já sabia uma semana antes de acontecer. Essa situação me ensinou muito sobre a vida, e sobre o quanto precisamos valorizar todos que nos rodeiam, verdadeiramente, sem deixar de dizer nada.
Nisso, eu ainda estava relutante quanto à essa mesma garota, minha ex na época, não queria vê-la. Em um pedido da minha mãe, resolvi ao menos me despedir, para mostrar que os anos que passamos juntos não foram brancos e nulos. Ela abriu o coração e falou do quanto eu fazia falta na vida dela, o quanto ainda me amava e o quanto não deixara de amar. Me vi completamente perdido por aquilo tudo, e resolvi uma tentativa, última, pra ver o que era. Me magoei muito, mas certo de que fora uma escolha muito pensada minha. Acabei saindo de São Paulo com um único propósito: ficar perto da minha família 1 ano. E o fiz, mala cuia e muitas coisas deixadas para trás, em quase totalidade doadas, outras devolvidas, fui para casa da minha família, meu antigo e eterno lar.
Lá esse amor por essa garota não cessou, e tentamos de várias formas continuar como amigos apenas, o que era impossível, era sentimento demais pra ambos para uma mera amizade. Nos vimos novamente e um banho de verdades e mentiras nos lavaram. Voltei pra casa achando que aquilo seria um recomeço, mas apenas poucas semanas depois, por medo dela, vi que era um ponto final, outro que na minha cabeça era tão decisivo quanto o anterior.
Fiquei meses sem procurá-la porque a revolta que tudo que aconteceu era imensa. Não pensava mais nela, eu realmente vivia a minha vida. Nem acreditava que fosse procurar novamente. Estava no auge das minhas realizações e muito próximo de dar o grande passo que sempre quis dar, ir morar na cidade que foi meu sonho desde os 7 anos: Curitiba.
Um dia abrindo meu e-mail recebi uma mensagem. Grande, cheia de mágoa e revolta dela, querendo expressar que me amava mesmo eu sendo aquele cara tão turrão e chato. Não quis dar lado, fui continuar a viver a minha vida. Respondi de forma muito grosseira e disse muita coisa que queria dizer à anos sem esquecer de pontuar muito enfáticamente. Comecei a ter sonhos com ela em que ela aparecia chorando, por uma semana, e resolvi me entregar: ainda amava ela e muito.
Aí começou a nossa segunda fase. O eu te amo saiu sem forçar muito cedo, e tudo parecia ir bem. Até dezembro realmente foi, ela me via como eu era, ou se esforçava muito pra isso. Me admirava e tentava na medida do possível me tratar com respeito. Incluí o casamento na história no final do mês e dei de cara com a realidade. Ela havia mentido muito pra mim por muito tempo, por quase um relacionamento inteiro. Isso era massante. Resolvi por amor continuar.
Eu aceitei as coisas como elas eram, ela errou, eu errei, nós erramos, olha só!!! Imperfeição!
Amei ela da mesma forma, no início foi difícil, mas com o tempo eu consegui. Entendi tudo que se passava, mas aí junto com meu entendimento, surgiu o desrespeito, as agressões e as palavras ditas sem um minimo pensar duas vezes por ela. Entrei nessa de cabeça, e trocamos agressões várias vezes. Tentei terminar várias vezes, porque isso tudo não me fazia bem. Eu sei que isso não dá segurança à ninguém, e não é justificando nem nada, mas o tratamento que recebi não é de longe justo. Recentemente surtei, não quis mais nada e saí jogando merda nos ventiladores por aí. Me arrependi. Eu sempre amei muito ela. Fui perguntar apenas por que, que razão fazia ela me tratar tão mal, e vi que ela estava completamente perdida, como há tanto tempo esteve. Erramos juntos. Tentei superar, e as coisas não iam bem. Minha superação era boa, porém a dela totalmente perdida. Com carinho, tentei apontar o caminho e fui quase que chamado de manipulador. Tudo que eu fiz ou fazia era visto como uma forma de controlar o espírito livre dela, e não, era tentar auxiliar ela à enxergar muitas coisas.
Nas últimas semanas as coisas foram ficando insustentáveis. Nessa última fiquei em completo vácuo desde o final de semana, e o tratamento só piorou. No feriado, frente à muito aprendizado (obrigado espiritismo mais uma vez), entendi que eu não precisava passar por isso. Eu fiz o meu melhor, porém ela não estava aberta ainda a entender isso, e por mais que eu tentasse, seria em vão. Sim, mas plantei sementes que no futuro podem dar frutos, em termos de aprendizado para ela e para mim, mas que eu não deveria mais me magoar.
Nesse final de semana, ela viria para cá, e eu iria ver se o interior dela clamava ou não por estar comigo, ou à ceder à imagem deturpada e animalizada que ela criou à meu respeito, e se ela realmente no seu interior estava disposta a ficar comigo. Rezei muito de quinta pra sexta, e as respostas apareceram. Primeiro uma mensagem perguntando se eu a queria ver. Como estava atribulado e não pude responder, ela ligou e disse simplesmente que não viria. Perguntei os motivos disse que queria pensar. Somei a semana toda de vácuo e vi que ela só estava procurando motivos para o término, motivos os quais eu já tinha de sobra. Pedi insistentemente pra ela vir, disse que era muito importante para mim, ela disse que não estava preparada, que não teve tempo para pensar (sic). Fiquei muito triste com essa afirmação, porque ela teve tempo pra tanta coisa, pra sair pra beber, pra ficar em casa no feriado, e não teve tempo pra pensar em algo muito importante? Talvez é como eu imagine, apenas era importante pra mim. Terminei.
Rezei muito hoje, e tudo que vi foi que com clareza esse relacionamento não vai mais me agregar nada. Ela pode sim um dia entender que as verdades que ela criou não são verdades propriamente ditas, mas que isso não vai mudar tudo que se passou, e que não devo ficar à mercê da mudança dela, esperando o dia salvador que ela acorde e veja que eu só a amo demais e que sim, eu erro, sou um ser humano.
Fui até o ponto em que o amor permitiu. A partir daqui seria apenas mágoa e ego querendo ser ressarcido pelo tempo em que esperei tanto o interior dela gritar por liberdade. Não tenho o direito de magoá-la e nem de me fechar por não ter dado certo, é tempo de dar continuidade, pois a vida não pára.
Se estou sofrendo? Bastante, mas estou minimizando ele. Meu coração é apenas um ponto vermelho pálido no universo movido por amor, então, por que razão devo eu me dar ao luxo de sofrer? Estou buscando todo o crescimento do mundo, e espero que ela entenda.
Como uma grande amiga já havia me dito, por mais que eu ame ela, talvez ela não esteja pronta pra tanto amor nessa vida, quem sabe na próxima?
Meu coração vai continuar à bater, talvez nunca à deixe de amar, mas viverei como se estivesse realmente recomeçando. Quando encontrar alguém que faça meu coração bater descompassado vou dar vazão e viver cada segundo como vivi com ela.
Por hoje só posso dizer, te amo. Até um dia!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
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